Movimento pela Vida das Mulheres Precisa de ajuda?
Mulheres de diferentes gerações abraçadas em uma praça, ao entardecer
Passageiros em um ônibus urbano; uma jovem oferece apoio a uma mulher mais velha
Grupo de jovens estudantes reunidos em frente à universidade
Equipe diversa reunida no saguão de um edifício corporativo

Uma iniciativa perene, colaborativa e de escala nacional, comprometida com um Brasil onde a vida das mulheres seja, de fato, protegida e valorizada. Todos pelo fim da violência.

Sobre o Movimento

Uma mobilização permanente.

Até quando vamos achar normal que mulheres sofram com a violência, apenas por serem mulheres? Mudar esse cenário no Brasil é urgente — e é uma responsabilidade de todos: sociedade, empresas e Estado.

Reconhecer o problema e saber como agir diante dele transforma realidades.

Nosso Movimento rompe a sazonalidade das campanhas pontuais e transforma o enfrentamento à violência de gênero em pauta permanente, falando como uma única voz por meio de um movimento colaborativo que reúne organizações, instituições e pessoas comprometidas em transformar a forma como a sociedade reconhece, compreende e reage às violências contra as mulheres.


Campanhas como “Somos Maiores Que a Violência Contra as Mulheres” nascem sob esse guarda-chuva, funcionando como o primeiro passo de um ecossistema mais amplo de ações, que será expandido e robustecido ao longo do tempo com outras intervenções.

Conscientização

Ações colaborativas que disseminam informações qualificadas, com estratégia e visão de longo prazo, para ampliar a capacidade da sociedade de reconhecer a violência, se importar e agir para mudar.

Acreditamos que reconhecer, nomear e agir são os primeiros passos para mudar comportamentos, romper a naturalização da violência e construir uma sociedade que não seja indiferente a essa realidade.

Coalizão

União de organizações da sociedade civil, instituições públicas, empresas e lideranças falando como uma única voz, comprometidas com um objetivo comum: ampliar a conscientização sobre as violências contra as mulheres e mobilizar a sociedade para preveni-las e enfrentá-las de forma permanente.

70%

Nosso objetivo: elevar para 70% o patamar de conscientização da sociedade brasileira sobre a violência contra as mulheres no Brasil até 2035, segundo o Índice de Conscientização criado por Avon e Instituto Natura — que, em 2025, ano de seu lançamento, indicava apenas 29%.

Índice de Conscientização

Os dados são a bússola do Movimento.

O Índice de Conscientização sobre a Violência contra as Mulheres, criado por Avon e Instituto Natura, é a primeira ferramenta do Brasil e da América Latina a medir o quanto a sociedade está apta a reconhecer, nomear e agir diante do problema.

29%

de conscientização no Brasil em 2025

Resultado do Índice em 2025, ano de seu lançamento. A meta do Movimento é chegar a 70% até 2035. A diferença é significativa entre mulheres (35,2%) e homens (21,2%).

Índice de Conscientização — Avon e Instituto Natura, 2025
6 em 10

pessoas não sabem como ajudar

62% dos brasileiros afirmam não ter informação suficiente para apoiar uma mulher em situação de violência.

Índice de Conscientização — Avon e Instituto Natura, 2025
3 em 10

mulheres não reconhecem a violência sofrida

Não identificam espontaneamente situações abusivas já vividas como violência.

Índice de Conscientização — Avon e Instituto Natura, 2025
7 em 10

pessoas não conhecem bem a Lei Maria da Penha.

Falta de conhecimento que, muitas vezes, dificulta o acesso a direitos e proteção.

Índice de Conscientização — Avon e Instituto Natura, 2025

O Índice é atualizado anualmente e aplicado em seis países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. Para o Movimento, conscientização só faz sentido quando se traduz em comportamento. Por isso, acompanhamos indicadores que mostram se as pessoas passaram a reconhecer as violências, agir diante delas e buscar ajuda.

Mais números que mostram: a mudança é urgente.

33%

das mulheres sofreram violência

Mas só 4% reconheceram que era violência, o que mostra uma grande lacuna de percepção.

Mapa Nacional da Violências de Gênero, 2025
70%

das agressões tiveram testemunhas

É preciso acabar com a cultura da omissão.

Mapa Nacional da Violências de Gênero, 2025
58%

das vítimas não recorreram a nenhuma instituição

Fazendo com que esses casos não cheguem às estatísticas oficiais.

Mapa Nacional da Violências de Gênero, 2025
2/min

chamadas de violência doméstica ao 190

Foram mais de 1 milhão de acionamentos à polícia em 2024 — duas chamadas por minuto.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2025
555 mil

medidas protetivas concedidas em 2024

Crescimento de 7% em relação a 2023 — mais mulheres buscando a proteção da Lei Maria da Penha.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2025
1.568

feminicídios em 2025 no Brasil

O maior número desde a tipificação do crime, em 2015 — alta de 4,7% em um ano.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2025
8 em 10

casos cometidos por parceiros ou ex

A violência acontece, na maioria das vezes, dentro de relações afetivas e do próprio lar.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2025
62,6%

das mulheres assassinadas são negras

O dado escancara a desigualdade estrutural e a maior vulnerabilidade dessa parcela da população.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2025

Reconhecer

A violência raramente começa com uma agressão física.

Ela costuma se instalar aos poucos, disfarçada de ciúme, cuidado ou controle. Reconhecer os primeiros sinais — em casa, no trabalho, no círculo de amizades — é o primeiro passo para reconhecer padrões e agir. E esse papel é de todos: de quem vive, de quem observa, de quem convive e de quem pode agir.

Passageiros em um ônibus urbano; uma jovem conversa e oferece apoio a uma mulher mais velha

Controle e vigilânciaEle exige senhas, checa mensagens, monitora horários e decide com quem ela pode falar ou sair.

IsolamentoEla se afasta da família e das amizades, deixa de frequentar lugares que gostava, some das redes.

Humilhações constantesCríticas, deboches e xingamentos, em público ou em particular, que corroem a autoestima.

Ciúme excessivoCenas de ciúme e acusações infundadas tratadas como “prova de amor”.

Controle financeiroEla não tem acesso ao próprio dinheiro, precisa prestar contas de tudo ou é impedida de trabalhar.

Medo do parceiroEla muda de comportamento quando ele está por perto, evita contrariá-lo, pede desculpas o tempo todo.

Marcas e justificativasHematomas ou lesões frequentes, sempre explicados como “acidentes”.

AmeaçasAmeaças contra ela, os filhos, os animais de estimação — ou de divulgar fotos e conversas íntimas.

Nomear

Os 6 tipos de violência contra a mulher.

A violência doméstica e familiar ocorre no contexto das relações familiares e das relações íntimas de afeto, mesmo quando não há convivência ou quando o relacionamento já terminou. Sempre que uma mulher sofre violência física, psicológica, sexual, moral, patrimonial ou vicária, nesse contexto, trata-se de violência doméstica e familiar.

01

Violência física

Qualquer conduta que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher.

Empurrões, tapas, socos, queimaduras, estrangulamento, uso de objetos para ferir.

02

Violência psicológica

Condutas que causam dano emocional, diminuem a autoestima ou visam controlar ações, comportamentos e decisões.

Ameaças, chantagem, manipulação, vigilância constante, isolamento, gaslighting.

03

Violência sexual

Qualquer ato que constranja a mulher a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada.

Estupro (inclusive no casamento), impedir o uso de contraceptivos, forçar gravidez ou aborto.

04

Violência patrimonial

Retenção, subtração ou destruição de bens, documentos, instrumentos de trabalho e recursos econômicos da mulher.

Controlar o dinheiro dela, destruir pertences, reter documentos, impedir que trabalhe.

05

Violência moral

Qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria contra a mulher.

Acusações falsas, exposição da intimidade, xingamentos e ofensas à reputação.

06

Violência vicária

Toda forma de violência que usa filhos, familiares, pessoas próximas ou vínculos afetivos para causar sofrimento à mulher.

Colocar os filhos em situações de perigo físico (como dirigir em alta velocidade com eles no carro ou deixá-los sozinhos).

As 6 formas de violência estão previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).

Agir

Saber agir salva vidas. Todos têm um papel.

Onde buscar ajuda

180 — Central de Atendimento à MulherLigação gratuita e sigilosa, 24 horas, em todo o Brasil. Oferece apoio e orientação a mulheres em situação de violência. Também recebe denúncias e encaminha-as aos órgãos competentes. Ligar 180 →

Delegacias de Defesa da Mulher (DEAM)Órgãos policiais especializados no atendimento das violências cometidas contra as mulheres.

Centros de Referência e Atendimento às mulheres (CRAM)Serviços socioassistencial, psicológico e orientação jurídica às mulheres em situação de violência.

Centros de Referência especializados em Assistência Social (CREAS)Serviço e atendimento multidisciplinar, por meio da política de assistência social para meninas e mulheres em situação de violência.

Juizados Especiais de Violências Doméstica e Familiar contra a MulherProcessam, julgam e executam as causas decorrentes da prática de violências doméstica e familiar contra as mulheres.

Abrigos e Casas de passagemLocais seguros que oferecem abrigo protegido e atendimento integral às mulheres.

Defensoria Pública (Núcleo Especializado da Mulher)Presta assistência jurídica integral e gratuita.

Serviços de saúde e centros de perícia médico-legal especializadosServiços e assistências social e psicológica, em especial para violências sexual e física, para exames e tratamento.

Ministério PúblicoFiscaliza os serviços e a aplicação da lei.

Em caso de risco imediato, acione a POLÍCIA ligando 190. A denúncia pode ser feita por vizinhos, familiares, colegas… qualquer pessoa.

Como ajudar quem você conhece

01

Escute sem julgarAcolha o relato com paciência. Não questione as escolhas dela nem exija decisões imediatas.

02

Não culpe a mulherA responsabilidade pela violência é sempre de quem a pratica. Frases como “por que você não sai?” afastam.

03

Informe os canaisApresente o Ligue 180, a delegacia e a rede de apoio. Ofereça-se para acompanhá-la, se ela quiser.

04

Não confronte o agressorO enfrentamento direto pode aumentar o risco para ela. Acione os canais oficiais.

05

Mantenha o vínculoO isolamento fortalece o ciclo da violência. Esteja presente, mesmo que ela ainda não esteja pronta para agir.

06

Registre com cuidadoSe presenciar situações de violência, anote datas e fatos. Registros ajudam em medidas protetivas.

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Conteúdos oficiais do Movimento e da campanha Maiores que a Violência para você ampliar essa voz nas suas redes e na sua organização.

Peça oficial do Movimento: mulheres abraçadas em uma praça com a mensagem Todos pelo fim da violência
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Peça oficial do Movimento: cena de apoio dentro de um ônibus urbano
KV Movimento — ÔnibusBaixar PNG
Peça oficial do Movimento: estudantes reunidos em frente à universidade
KV Movimento — UniversidadeBaixar PNG
Peça oficial do Movimento: equipe em ambiente de trabalho corporativo
KV Movimento — TrabalhoBaixar PNG

A força do coletivo: quem faz o Movimento acontecer.

Parceria

Senado Federal Comprometido com o enfrentamento à violência contra as mulheres, o Senado Federal mantém órgãos dedicados ao tema, como a Procuradoria Especial da Mulher e o Observatório da Mulher contra a Violência, que produzem pesquisas, dados e proposições legislativas para dar visibilidade ao problema e fortalecer os instrumentos de proteção. Gênero e Número A Gênero e Número é uma organização de jornalismo de dados que atua na interseção entre a produção de evidências e o debate público para enfrentar as desigualdades de gênero, raça e direitos no Brasil e na América Latina. Referência no tema, a organização trabalha para que as desigualdades sejam nomeadas, compreendidas e enfrentadas com rigor e responsabilidade. Grupo Mulheres do Brasil Organização sem fins lucrativos criada em 2013 por 40 mulheres e hoje presidida por Luiza Helena Trajano, que reúne dezenas de milhares de integrantes no Brasil e no exterior. O grupo mobiliza a sociedade em torno do protagonismo feminino e atua em frentes como educação, empreendedorismo, igualdade racial, saúde e enfrentamento à violência contra mulheres. Instituto Maria da Penha O Instituto Maria da Penha (IMP) é uma ONG fundada em 2009 em Fortaleza e ligada à história de vida de Maria da Penha, que se tornou símbolo da luta contra a violência doméstica no país. Sua missão é fortalecer mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e contribuir para a aplicação integral da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006). NO MORE Movimento global dedicado a acabar com a violência doméstica e sexual por meio da conscientização, da educação e da ação coletiva. Reúne uma das maiores coalizões internacionais de organizações, empresas, governos e pessoas engajadas na causa, com mais de 1.400 organizações aliadas ao redor do planeta. Rede Conexão Povos da Floresta Iniciativa liderada por organizações de base dos povos da floresta e construída com mais de 50 organizações parceiras, com o objetivo de conectar comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhas à internet banda larga, como forma de promover acesso à saúde, educação, empreendedorismo, cultura e proteção.

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